O IMIGRANTE ITALIANO LUIGI ZONTA (Meu Bisavô Materno)
Os Patriarcas
Andréa Zonta e Luigia Lago, são naturais de Fontemengo, comuna de Cittadella, Pádua, Itália. Chegaram ao Brasil em meados de 1876 com seus filhos Alessandro, Luigi, Emílio, Maria e Regina.


Andréa e Luigia deesembarcaram então no pequeno porto de Itajaí. Em poucos dias, embrenharam-se na mata virgem com destino à sede da Colônia de Blumenau, experimentando desde os primeiros dias de Brasil a toda sorte de desilusões.
O entusiasmo, a coragem e a vontade de vencer, todavia, não os abalaram. Acreditaram , sobretudo, em Deus, nas próprias forças e nas promessas, que não foram poucas, dos representantes da Colônia que os receberam em Blumenau.
Reservaram estes, para a Família Zonta, um lote de terras rurais em Ascurra, encaminhando-a porém, inicialmente, para a Subida, localidade pertencente a Aquidaban hoje Apiúna. Ficaram por pouco tempo pois perceberam que as terras eram inférteis, montanhosas e impróprias para a cultura, indo então radicar-se, definitivamente, em Ascurra, mais precisamente na Val Nova.

Luigi Zonta, segundo filho dos patriarcas e pioneiros, Andréa Zonta e Luigia Lago, nasceu em Fontemengo, Cittadella, Pádua, Itália, a 13 de maio de 1865. Contraiu matrimônio com Joanna Simonetti, filha de Paulo Simonetti e de Maria Baja, nascida a 25 de maio de 1868, na mesma comuna da Itália, ambos residentes e domiciliados na Colônia de Ascurra.

As cerimônias religiosas deste enlace ocorreram na Igreja de São Paulo Apóstolo em Blumenau, cujo celebrante foi o reverendo senhor Padre José Maria Jacobs. Estiveram presentes ao ato as testemunhas, Giácomo Simonetti e Carlos Kramer, bem como, os convidados, seus irmãos, Alessandro Zonta, Emilio Zonta, Maria Zonta, Regina Zonta e tantos outros pioneiros.
No livro de Tombo da Igreja Matriz de Blumenau, encontra-se registrada esta cerimônia nupcial sob número 51 - fls. 46 V, Livro número 2, em data de 17 de outubro de 1887.
Luigi, após o casamento, continuou a morar com os pais e irmãos em Val Nova, na colônia de Ascurra, no mesmo casebre e no terreno onde a Família Zonta deu início ao plantio e, também, ao fabrico de açúcar mascavo no processo artesanal.
Andréa e os filhos Alessandro, Luigi e Emílio, com o advento da construção da Estrada de Ferro Santa Catarina, no começo deste século, tomaram por empreitada o preparo de três mil travessas de madeira talhadas a machado ou serradas, quadrangularmente. No leito da ferrovia eram assentados os carris da linha férrea.
Estes dormentes, como vulgarmente denominados, eram cortados com serra ou falquejados a machado na mata. A tora era apoiada sobre paus a uma altura de dois ou mais metros. Uma pessoa ficava sentada sobre ela e a outra em pé no chão. Ambas puxavam a serra pelas extremidades, em movimento de vaivem, alternadamente, de uma ponta para outra. Assim era serrado o dormente. Concluiram a tarefa em dois anos.
Ao fazerem a última entrega dos dormentes, e recebendo algumas dezenas de mil réis, reuniram-se com os demais pioneiros da Colônia , no capitél Santo Antônio, iniciando a Festa de Santo Antônio.
Do casamento de Luigi Zonta e Joanna Simonetti sobrevieram onze filhos:
- Lúcia Zonta que se casou com Alessandro Passero.
- Aléssio Zonta que contraiu matrimônio com Mina Dorigatti.
- Antônio Zonta casou com Maria Volani.
- Paulo Zonta casou-se com Erminia Beber.
-Terezinha Zonta casou com Emílio Beber.
- Eufrázia Zonta contraiu matrimônio com Eduardo Bonfanti.
- Eliza Zonta casou-se com José Beber.
- Ângelo Zonta casou com Faustina Vicentin.
- Joaquim Zonta contraiu matrimônio com Helena Gadotti.
- Isaias Zonta, faleceu solteiro.
- Helena Zonta casou com Ângelo Beber.
Filhos de Luigi Zonta e Joanna Simonetti

Na primeira fila sentados: Isaias, Luigi (Pioneiro) e Joaquim.
Na segunda fila atrás: Paulo, Ängelo, Aléssio e Antônio.
Esta foto foi batida em 1920, na freguezia de Ascurra - SC.






